Abertos os trabalhos de Natal!

Eu adoro dar presentes e este ano já garanti os livros da moçadinha. Sim, eu sou a tia que dá livros, literalmente! E aqui, trago a possibilidade de vocês fazerem o mesmo presenteando seus amigos, parentes e dissabores (vamos educar com carinho) com livros, com os meus livros.

Você só precisa escolher a obra e eu faço todo o trabalho: autografo e envio para o sortudo ou sortuda com aquela carinha de pacotinho de Natal.

Basta você me dizer:

– quais livros você quer;

– para quem cada livro vai e qual sua relação com a pessoa;

– o endereço de cada pessoa presenteada;

Enviar essas informações com o comprovante de pagamento no privado ou no meu e-mail karla.maria.souza@gmail.com. Este e-mail é a chave-pix.

Que tal?

Opções de presentes:

1. O Peso do Jumbo: Histórias de uma Repórter de Dentro e Fora do cárcere – R$ 42,00

2. Mulheres Extraordinárias – R$ 25,00

3. Irmã Dulce – A santa brasileira que fez dos pobres sua vida – R$ 33,00

O correio é R$ 20,00

* No caso da compra de duas ou mais obras para o mesmo endereço, esse valor pode sofrer modificações.

#dêlivrosdepresente#presentedeNatal#livros#karlamariajornalista

Assédio eleitoral e ameaças em Coronel Sapucaia (MS)

Caco Barcellos é um dos mais respeitáveis da nossa categoria. Mestre mesmo. Vejam o flagrante no assédio de eleitores.

Bolsonaro corta R$ 407 milhões no combate ao HIV

Uma das reportagens mais impactantes que escrevi e que me deram a clareza do papel do Estado foi em 2009. Eu trabalhava na Revista Missões e apurava sobre o trabalho dos missionários da Consolata no acolhimento de crianças portadoras do HIV.

SÉRIE | Motivos para não votar em Bolsonaro

Ali vi a importância do SUS e a maravilha que era ter um serviço tão importante para possibilitar a qualidade de vida daquelas crianças pobres que tinham que combater a doença, a morte, e não tinham outra possibilidade sem receber as medicações do SUS. Os famosos coquetéis.

Hoje, outubro de 2022, sabemos que o governo Bolsonaro, este que quer se reeleger retirou recursos do orçamento para combater o vírus HIV e possibilitar mais qualidade de vida às crianças e/ou negativar os bebês que nascem com o vírus.

Tirou e enviou para aquelas emendas secretas, de gente parlamentares que o apoiam e qua fazem campanha para ele.

Saúde é o nosso bem mais precioso. Vivemos um pavor na pandemia. Perdemos mais de 680 mil pessoas só de COVID. E de HIV? Segundo dados do Boletim Epidemiológico Especial HIV/Aids de 2021, do próprio governo federal, em 2020, 10.417 pessoas morreram da doença e o número total de vítimas chegou a 291.695.

Não vote em Bolsonaro. Defenda o Brasil e a saúde pública. Defenda a nossa democracia!

#eleicoes2022 #defesadademocracia #ForaBolsonaro #HIV

Fontes:

Minha reportagem escrita em 2019: https://www.revistamissoes.org.br/2009/12/vitoria-contra-o-preconceito/

Por que não reeleger Jair Bolsonaro?

Até o dia da votação do segundo turno, trarei fatos e argumentos que te façam refletir sobre a gestão desse presidente que disputa o seu voto, a sua confiança

Público

Hoje falaremos de alimentação das crianças nas escolas públicas. Ele, Jair Bolsonaro, não prima pela alimentação de qualidade das crianças brasileiras de escolas púbicas, e explico. Bolsonaro recusou proposta do Congresso Nacional de corrigir valores destinados ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) de acordo com a inflação. Desde 2017 não há correção do valor per capita.

Hoje, pelo PNAE, e segundo o próprio Ministério da Educação, o governo repassa apenas R$ 0,53 para a alimentação de cada aluno matriculado na pré-escola e R$ 0,36 por aluno dos ensinos fundamental e médio. Nas creches, o repasse por criança é de R$ 1,07.

Reprodução

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) previa a correção, pela inflação, desses valores para a oferta de merenda escolar, quem vai ao mercado sabe o absurdo dos preços e como o dinheiro acaba antes do mês, mas o governo disse não ao reajuste, e por isso crianças estão se alimentando com suco em pó e bolachas, dividindo ovo e recebendo carimbos nas mãos para não repetir o lanche.

Em entrevista à Agência Lunetas concedida à jornalista Camilla Hoshino e publicada em 22 de setembro, a nutricionista Albaneide Peixinho, que coordenou o PNAE durante 13 anos lembrou que a alimentação de qualidade na escola “é um direito de todas as pessoas que estudam, que deve ser garantido pelo governo federal, estados e municípios, já que se trata de uma ferramenta fundamental na garantia do aprendizado, da concentração, memória e energia necessária para trabalhar o cérebro”.

Apresentado o corte, pergunto, quem impede a melhoria da alimentação de crianças merece seu voto? Vamos lembrar que não podemos saber como é detalhadamente a alimentação do presidente, porque ele estabeleceu sigilo de 100 anos, mas a partir de uma reportagem da VEJA, podemos ter ideia dos gastos do mandante com alimentação.

“Os auditores descobriram que, desde a posse do ex-capitão até março de 2021, foram gastos 2,6 milhões de reais exclusivamente para a compra de alimentos para as residências oficiais de Bolsonaro e do vice Hamilton Mourão, uma média de pouco mais de 96 300 reais por mês.

Fontes:

https://www.fnde.gov.br/programas/pnae

https://veja.abril.com.br/…/auditoria-sigilosa-do-tcu…/..

Não foi pedalada, foi golpe

Dilma não deu pedalada nenhuma. Foi golpe e tá aí comprovado. Seis anos depois. Uma mulher foi tirada da presidência da República por não entrar no jogo do centrão, o mesmo jogo que Bolsonaro abraçou com a alma.

Ali, no impedimento, ganhava corpo o pesadelo que é o Brasil desgovernado por Bolsonaro. Sim, ganhava corpo porque a gênese de questionar o processo eleitoral e a eleição de Dilma foi um projeto inicial de Aécio Neves e seu PSDB que não soube perder. E de perder o PSDB entende bem agira, não é verdade?!

Print de publicação de Dilma Rousseff no twitter

Aliás, minha gente, perder é parte de qualquer jogo especialmente do democrático e tem um candidato aí, que tem 30% de intenção de votos da população brasileira, e tem pavor da ideia de perder e por quê? Porque a exemplo de seu mestre, Trump dos EUA, a conta da justiça chega. Chegou lá e vai chegar aqui… Bolsonaro sem a presidencia será como um de nós, ao alcance da justiça comum, não poderá se esconder no cargo da presidência e nem proteger seus filhos.

A justica chega, mas sabemos, demora… mas o voto é rapidinho. Dia 2 é a sua opinião que vale.

A sua opinião, não a dos milionários deste país como Paulo Guedes, que acham que está tudo bem. Bora votar lembrando que tem 33 milhões de pessoas passando fome! Não acredita? Bote os pés na rua. Abra seus olhos.

Café e bate-papo em Campinas

No dia 2 de julho estarei na Livraria da Paulus de Campinas, no centro, para falar de literatura e da vida, a partir das minhas obras, bora conversar?

A voz da mulher, das invisíveis da sociedade, das mais pobres, negras e com pouca escolaridade foi silenciada ao longo da história e suas narrativas de vida apagadas sistematicamente. E é a partir desse cenário, fomentado por um país cujo tecido social está esgarçado, que te convido para um bate-papo no próximo dia 2 de julho na Livraria da Paulus de Campinas.

Vamos refletir sobre a presença dos livros, das obras de não-ficção na defesa dos Direitos Humanos no Brasil governado por Jair Bolsonaro? Quero provocar à reflexão sobre como os livros e seus temas podem ser instrumentos de informação e sensibilização de agentes de pastoral, de movimentos sociais, batizados, gente de nossas comunidades para o exercício do compromisso de defender a dignidade da pessoa humana, esteja ela onde estiver.

Através dos livros escritos pela autora Karla Maria, que atravessam a vida das mulheres, o sistema carcerário, a fé do povo, a devoção a Santa Dulce dos Pobres, é que vamos buscar refletir sobre a ação pastoral de cada um e cada uma frente às tantas e difíceis realidades que atravessamos, bem como aquelas que veremos nas páginas dos livros.

Paulus Campinas

Que tal? Bora tomar um café juntos?

Serviço:
Evento:
 Café e debate com a autora Karla Maria
Data: 02 de julho, sábado, das 9h às 12h
Local: PAULUS Livraria de Campinas (SP)
Endereço: Rua Barão de Jaguara, 1163, Centro, Campinas (SP)
Inscrição: R$ 20,00 (incluso 1 exemplar do livro “Mulheres extraordinárias”
Para mais Informações: Tel.: (19) 3231.5866 | Whats.: (19) 98293.0004
campinas@paulus.com.br

política pra quê?

Em 2014 eu escrevia para esta revista, a Super +, uma publicação voltada para o público infantil e infanto-juvenil. Era delicioso e desafiador. Informar para transformar sem subestimar a capacidade daquele meu público de idade tão tenra.

Entre os textos e entrevistas mais difíceis e fofas que escrevi, destaco essas páginas aqui sobre política… passados 8 anos entendo que é urgente que os adultos entendam o que é a política em nosso país, entendam seus processos que buscam representatividade, participação, transparência.

Política não é apenas esse partidarismo chulo como proferido pela maior autoridade do país. Fazer você pensar assim é o modo como os maus políticos buscam para te afastar dos processos decisórios de nossa nação.

Esteja aberto, aberta para as boas práticas da política através do diálogo, do encontro. Aprenda, ouça, leia, compartilhe, encante com sua própria vida e existência e verá o quanto de político existe em você e em seu entorno…

Compreenda as coisas pelo que elas são e não pelo que querem que acredite.

Comece entendendo o que é a política… as crianças começaram lá atrás… 😉

diálogo atualizado

– Karla, você não colabora mais com a Agência de Notícias Signis?

– Não. A experiência foi muito positiva, mas acabou, e, nela conheci colegas que quero levar para a vida toda.

– Mas você voltará?

– Não sei, quem sabe… Está sentindo falta? Que bom! Saiba, que tudo o que apurei e escrevi permanece à disposição lá no site da Agência. Acesse, leia, comente e compartilhe 😉.

Aproveito e compartilho aqui, meu primeiro trabalho para a Agência, uma entrevista com Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães. Ao realizá-la, eu chorei, e sorri, e vibrei. Estávamos na pandemia e as reflexões foram muito necessárias e provocadoras.

Entrevista realizada em 11 de junho de 2021, eu em Guarulhos (SP), e dom Mol em Belo Horizonte (MG)

Confira aqui um tantinho do que foi nossa conversa…

Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães é mineiro de Ponte Nova, na Zona da Mata. Filho do senhor José e da dona Edna, foi ordenado bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG) em 2006 e, entre tantas de suas funções, preside a Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) desde 2019.

A vocação para a educação aparece antes mesmo de uma consulta a seu currículo salesiano. Durante a entrevista feita a distância, separados por uma pandemia, quilômetros e uma tela de computador, o bispo ensinou, ponderou, denunciou, animou, profetizou.

Como bom mineiro, falou manso, mas não deixou de responder nenhum tema sensível à sociedade brasileira, ao povo católico. Com os pés na realidade que nos atravessa, manifestou-se com energia contra as desigualdades sociais, a apropriação de discursos religiosos e fundamentalismos, mas não só. Acompanhe a entrevista e descubra mais sobre o que pensa e como orienta dom Joaquim Mol sobre o Brasil e a Igreja Católica de 2021.

Dom Mol, estudos apontam a dificuldade do brasileiro em distinguir fato de opinião, comprovação científica de “achismos”, o que nos leva à banalização, relativização da verdade e até do cuidado com a vida. Os impactos parecem, até o momento, irreversíveis. Essa realidade tem atacado também a ação da Igreja Católica no Brasil? De que modo?

Sim, tem também impactado a ação da Igreja no Brasil sem dúvida nenhuma. Primeiro, porque o fato de muitas pessoas não distinguirem a notícia verdadeira da mentira faz com que elas acolham qualquer notícia que é dada como se fosse a verdade e escolham o que confirmam seu pensamento […]

Tudo isso impacta porque muitas pessoas terão uma visão equivocada da realidade. Por exemplo, essa questão da pandemia que a gente está vivendo hoje. Há muitas pessoas que têm uma visão que não corresponde à realidade: tem gente que passa a acreditar em terra plana. O ambiente dessa dificuldade de não distinguir o fato da opinião, sem uma comprovação científica e se deixar levar por muitos achismos, está muito relacionado à polarização e à intolerância e essa dificuldade de fato impacta na ação da Igreja.

A negação da ciência no país parece ser maior que em outros lugares. É um profundo empobrecimento e isso faz com que o país caminhe para trás, e isso não é bom. Nós estamos vivendo um momento de desinstitucionalização por causa dos achismos. É como se a gente mirasse para derrubar a ciência, as igrejas, o STF [Supremo Tribunal Federal]. Se eu não estou satisfeito com o STF, vamos fazer um trabalho para melhorar os juízes que lá estão.

Leia a entrevista na íntegra, no site da Agência:
https://www.agenciasignis.org.br/noticias/entrevista/2021/07/consciencia-critica?fbclid=IwAR033yPJ03U5fE7vViv7xCpZ4u2iElUWweRJE7v_LRxYKZLk0sKX-V2NXlA


Março está especial, vem conferir

Vanuza Kaimbé é natural da Terra Indígena Massacará, no município de Euclides da Cunha, localizado no sertão baiano, entre o rio Itapicuru e a nascente Vaza Barris. Hoje, aos 52 anos, ela vive com seu filho Felipe, de 26, na Aldeia Filhos dessa Terra, em Guarulhos, região metropolitana de São Paulo.

Live de 2 de março no facebook da Agência de Notícias SIGNIS

É assistente social formada pela Pontifícia Universidade de São Paulo (PUC-SP) por meio do Projeto Pindorama, uma iniciativa da Pastoral Indigenista que luta pela inclusão dos povos indígenas na sociedade.

Conversar com uma mulher indígena, uma liderança de seu povo, é ter contato com uma história de resistência e de bem-viver. E você poderá constatar isso no bate-papo que tivemos com Vanuza no dia 2 de março, no Facebook da Agência de Notícias SIGNIS, a primeira da série de lives que estou realizando com a colega Cléo Nascimento toda quarta-feira deste mês, março, às 20h.

Em nosso primeiro encontro, a assistente social desmistificou alguns dos preconceitos e ignorâncias muito presentes na sociedade brasileira no que diz respeito aos povos indígenas e revelou como se organizam para manter e resguardar a saúde, a diversidade cultural dos povos e sua própria existência.

Como dito, ela é uma kaimbé, de um povo que no século 17 foi explorado como mão de obra semiescrava por um longo período, e é ali da Aldeia Filhos dessa Terra, ao lado de parentes de oitos povos indígenas, que Vanuza usa sua voz para impedir que mais exploração e o apagamento de suas culturas e memórias sejam efetivadas.

Confira aqui como foi: https://www.facebook.com/agenciasignis/videos/640739130541546 

E hoje, daqui a pouco, estaremos com a promotora Maria do Amparo Sousa Paz, promotora de Justiça e Coordenadora do Núcleo das Promotorias de Justiça de Defesa da Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar (NUPEVI) do Ministério Público do Piauí.

Eu já a entrevistei anteriormente, quando escrevi uma de minhas reportagens sobre violência doméstica. Depois, registrei nossa conversa no meu livro Mulheres Extraordinárias e para a minha alegria e privilégio de todos e todas nós, hoje ela estará conosco.

Venha, participe. É daqui a pouco, às 20h.

Paróquia quilombola, uma reparação?

A valorização do povo preto dentro da Igreja Católica, algo que décadas atrás era impensável dada a sociedade e suas leis descaradamente racistas, parece responder ainda que oficiosamente a uma provocação do papa Francisco, que neste período reconvida a Igreja a ser sinodal.

Eu gostei demais de conhecer e contar a história da paróquia quilombola São Roque, lá de Feira de Santana (BA). A reportagem está no site da Agência Signis de Notícias. Forjada na triste história de nosso país, ela denuncia um tempo que precisa ser superado e anuncia com esperança a resistência do povo preto do Brasil.

Para a reportagem, além de algumas dissertações de mestrado e declarações oficiais da Arquidiocese de Feira de Santana, conversei com claro com quem faz parte da comunidade quilombola. Uma baiana e um queniano: a mestra em educação Francisca das Virgens Fonseca e com o diácono Ibrahim Muinde.

Registro do nosso bate-papo via zoom em tempos pandêmicos

Leia e me conte o que achou!